Eu queria poder ter em mim, um pouquinho do que cada um deixou, sem fazer a mínima ideia de que estava deixando. E tenho. Aprendi a guardar as coisas que eles acham que levaram. Nem foram tantos assim, mas o fato de me ter falando sobre eles, os que já foram, afasta os que chegam. Contraditório, não é? Como pode alguém chegar se o outro ainda há? É perfeitamente compreensível. A gente nunca está vazio.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
sábado, 2 de novembro de 2013
Porque As Pessoas Mentem.
Entretanto, por que as pessoas mentem? Sendo impossível obter uma resposta exata, já que cada ser humano enxerga um motivo para a mentira, intitulando-a por vezes de minha verdade, a pergunta muda. Por que eu minto? Sim, eu minto. Mas, por que?
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Não Querência
Dos dias que posso ouvi-lo, guardo. Deixo gravada a voz. Dos dias que posso lê-lo, escrevo. Dedico breves minutos a ser ridícula, infantil, exposta, como posso ser em raras situações. Dele, me livro do que não pode. Dele, eu tudo posso. Nos textos dele, não há mais a necessidade das vírgulas. Dos pontos, dele.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Cultura Para Quem?
"A primeira pergunta do ponto de vista democrático em relação à cultura, é: como criar condições para que as diferentes formas de ver o mundo, de construir o mundo, de estar no mundo, dos diferentes grupos humanos de uma sociedade, possam circular e competir? Porque se os sentidos não circulam e não cometem, eles não existem".
Bernardo Toro, Filósofo e Educador colombiano.
domingo, 18 de agosto de 2013
Ação e Reação.
Acontece que eu tenho tido pouco tempo pra sentir e isso faz a gente cometer mais erros. Agir na impulsividade pode te levar ao inferno. Entretanto, como sempre, a relatividade comanda. Errado ou certo cabe a quem julga ou a quem comete a ação? Inferno é aquele lugar quente, comandado pelo capeta, pra onde vão as pessoas más, ou é uma tentativa desesperada de fazer as pessoas não cometerem erros, que 'eles' mesmos construíram? É por ter dúvidas, que eu prefiro amar.
"Na confusão do dia a dia, no sufoco de uma dúvida, na dor de qualquer coisa".
"Na confusão do dia a dia, no sufoco de uma dúvida, na dor de qualquer coisa".
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Índios Ocupam a Gerência Regional de Educação do Sertão de Itaparica.
O motivo para o ato diz respeito a reivindicações que os índios
fazem ao Governo do Estado (Secretaria de Educação) e Governo Federal. Estão
sendo pautadas pelos manifestantes a atualização dos salários atrasados dos
motoristas que realizam o transporte coletivo entre as comunidades e as cidades
circunvizinhas; a contratação de merendeiras, porteiros, auxiliares de serviços
gerais e vigilantes para as escolas da rede estadual que atendem o povo indígena
local e a criação da categoria de professor indígena.
Uma índia Pankará presente, Noêmia Lopes, disse que “as
escolas são de difícil acesso e por isso o povo precisa de transporte público,
além disso, também faltam merendeiras nas escolas e os serviços de transporte
estão sem remuneração há algum tempo”.
Outro índio, Fábio Pedro, comentou a situação dos que
aguardam a contratação para o serviço de porteiros e vigilantes. “Nós ainda não
fomos convocados. É a terceira vez que nos prometeram a contratação. Em
dezembro nos apresentamos e pediram que aguardássemos quinze dias e nada
aconteceu, renovando a promessa para duas semanas após o carnaval e não tivemos
nada garantido. Novamente nos disseram que em julho haveria a contratação para
começarmos no segundo semestre, mas julho já está no fim e ainda não fomos
comunicados”, desabafou Fábio.
Segundo ele, quase um ano depois da primeira promessa, uma
das unidades de educação, a Escola Indígena Olho D’água do Padre, município de
Carnaubeira da Penha, permanece com apenas um porteiro, que trabalha durante os
três turnos, servindo à escola também como vigilante.
Pajé Pedro Limeira de 83 anos, da tribo Pankará, engrossava
o coro da cobrança com um veemente apelo de atenção da GRE e denunciou a
situação do povo indígena, liderando o tom de indignação. “São mais de 50
motoristas que servem ao nosso povo, transportando a gente, mas sem receber
salários atrasados que quando chegam já vem com descontos”, explicou o Pajé.
De acordo com Pedro Limeira, os motoristas querem receber os
empenhos atrasados reajustados, com correção e juros. A justificativa é a de
que os profissionais já estão devendo muito aos postos de gasolina e casas de
peça. “Eles estão mantendo os carros e servindo nossa gente tirando do próprio
bolso e já estão devendo no comércio. Somos um povo unido, trabalhador e limpo,
sem sujeira, não é justo que fiquemos sem confiança. Tem motorista sendo
cobrado e ameaçado de ser chamado pela justiça pra pagar o que deve, porque não
recebe pagamento”, completou o pajé.
Os índios chegaram ao prédio da sede da GRE do Sertão de
Itaparica por volta das 7h e segundo todos os presentes ninguém deu resposta
até as 12h15. “Enquanto não tivermos resultado não sairemos daqui”, garantiu o
Pajé Pankará.
Texto: Zé Cidão.
Foto: Bárbara Vasconcelos.
CACTOS.
Texto: Zé Cidão.
Foto: Bárbara Vasconcelos.
CACTOS.
domingo, 7 de julho de 2013
Da Cor Deles (parte 2)
Eu desisti.
Aprendi na faculdade de Jornalismo, que não é de bom tom (não errado) fazer
citações e/ou pergunta no primeiro parágrafo, porque é ele quem guia a leitura
e se você cita alguém, tira o foco da sua própria ideia. Se você questiona, o/a
leitora pode achar que você não sabe sobre o que está escrevendo. O fato que é
que não sei. Quem sabe de paixão? ‘Ige’, perguntei. A certeza é de que essa
história é feita de várias primeiras e únicas vezes.
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