Acontece que eu tenho tido pouco tempo pra sentir e isso faz a gente cometer mais erros. Agir na impulsividade pode te levar ao inferno. Entretanto, como sempre, a relatividade comanda. Errado ou certo cabe a quem julga ou a quem comete a ação? Inferno é aquele lugar quente, comandado pelo capeta, pra onde vão as pessoas más, ou é uma tentativa desesperada de fazer as pessoas não cometerem erros, que 'eles' mesmos construíram? É por ter dúvidas, que eu prefiro amar.
"Na confusão do dia a dia, no sufoco de uma dúvida, na dor de qualquer coisa".
domingo, 18 de agosto de 2013
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Índios Ocupam a Gerência Regional de Educação do Sertão de Itaparica.
O motivo para o ato diz respeito a reivindicações que os índios
fazem ao Governo do Estado (Secretaria de Educação) e Governo Federal. Estão
sendo pautadas pelos manifestantes a atualização dos salários atrasados dos
motoristas que realizam o transporte coletivo entre as comunidades e as cidades
circunvizinhas; a contratação de merendeiras, porteiros, auxiliares de serviços
gerais e vigilantes para as escolas da rede estadual que atendem o povo indígena
local e a criação da categoria de professor indígena.
Uma índia Pankará presente, Noêmia Lopes, disse que “as
escolas são de difícil acesso e por isso o povo precisa de transporte público,
além disso, também faltam merendeiras nas escolas e os serviços de transporte
estão sem remuneração há algum tempo”.
Outro índio, Fábio Pedro, comentou a situação dos que
aguardam a contratação para o serviço de porteiros e vigilantes. “Nós ainda não
fomos convocados. É a terceira vez que nos prometeram a contratação. Em
dezembro nos apresentamos e pediram que aguardássemos quinze dias e nada
aconteceu, renovando a promessa para duas semanas após o carnaval e não tivemos
nada garantido. Novamente nos disseram que em julho haveria a contratação para
começarmos no segundo semestre, mas julho já está no fim e ainda não fomos
comunicados”, desabafou Fábio.
Segundo ele, quase um ano depois da primeira promessa, uma
das unidades de educação, a Escola Indígena Olho D’água do Padre, município de
Carnaubeira da Penha, permanece com apenas um porteiro, que trabalha durante os
três turnos, servindo à escola também como vigilante.
Pajé Pedro Limeira de 83 anos, da tribo Pankará, engrossava
o coro da cobrança com um veemente apelo de atenção da GRE e denunciou a
situação do povo indígena, liderando o tom de indignação. “São mais de 50
motoristas que servem ao nosso povo, transportando a gente, mas sem receber
salários atrasados que quando chegam já vem com descontos”, explicou o Pajé.
De acordo com Pedro Limeira, os motoristas querem receber os
empenhos atrasados reajustados, com correção e juros. A justificativa é a de
que os profissionais já estão devendo muito aos postos de gasolina e casas de
peça. “Eles estão mantendo os carros e servindo nossa gente tirando do próprio
bolso e já estão devendo no comércio. Somos um povo unido, trabalhador e limpo,
sem sujeira, não é justo que fiquemos sem confiança. Tem motorista sendo
cobrado e ameaçado de ser chamado pela justiça pra pagar o que deve, porque não
recebe pagamento”, completou o pajé.
Os índios chegaram ao prédio da sede da GRE do Sertão de
Itaparica por volta das 7h e segundo todos os presentes ninguém deu resposta
até as 12h15. “Enquanto não tivermos resultado não sairemos daqui”, garantiu o
Pajé Pankará.
Texto: Zé Cidão.
Foto: Bárbara Vasconcelos.
CACTOS.
Texto: Zé Cidão.
Foto: Bárbara Vasconcelos.
CACTOS.
domingo, 7 de julho de 2013
Da Cor Deles (parte 2)
Eu desisti.
Aprendi na faculdade de Jornalismo, que não é de bom tom (não errado) fazer
citações e/ou pergunta no primeiro parágrafo, porque é ele quem guia a leitura
e se você cita alguém, tira o foco da sua própria ideia. Se você questiona, o/a
leitora pode achar que você não sabe sobre o que está escrevendo. O fato que é
que não sei. Quem sabe de paixão? ‘Ige’, perguntei. A certeza é de que essa
história é feita de várias primeiras e únicas vezes.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Desculpa.
Tem uns dias, eu li uma resposta que me dizia sobre o mundo
ser hipócrita. Sobre não estar pronto para a verdade. Não está. E em todas as
vezes quando me forem feitas essas provas de força, eu vou errar. Porque eu não
consigo guardar pra mim, porque eu sou uma pessoa só e tem dias que tem mais
uma de mim, dentro e ela explode e corre. Alguns dias, a uma corre atrás da
outra. Mas em dias como hoje, ela tem preguiça e a outra, faz o que quer. Uma
também nem acha tão ruim. Deixa ir. Porque volta. A sanidade, sempre volta.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Frágil? Cristal e Muro.
Eu não sei você, mas eu acredito
nas pessoas e quero morrer acreditando. Mentira. Quero viver acreditando. Quero
olhar em cada olho e dizer que gosto de suas cores, sem o receio de ver meu
amor por cores, se transformar em dores da falta das cores. Dá pra entender? Se
não, você deve parar de ler agora.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Recado.
Entenda pois então, que falar é folego e que escrever é coragem. Tendo os dois pra ti, posso ter os dois pra mais. Só saberás então se o que te digo é de fato pra ti, se me olhares. Entretanto, tem tantos olhos nos teus olhos, que te confundes. Achas por vezes que aquela que te quer todo, te quer aos pedaços e aquela que te quer aos pedaços, na verdade, é a amante mais ardente que poderias ter, mas tu só dais a ela, metades. Trechos de contos. Poderia eu te chamar de tolo? Não. Porque dentre os tantos que existem nos teus olhos, escolhes só os que te olham com devoção e sem críticas. Cabe a mim portanto, deixar-te claro que de especial, mas de especial mesmo, só tens a mim, que te nego respostas rápidas e satisfatórias, te oferecendo a verdade que separa, pra que depois, consciente do que não tens, tu busques.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Ela Não Tem Nome.
Quando ele tocou em mim pela primeira vez, eu senti meu coração disparar. As minhas pernas tremiam, minhas mãos gelaram na hora. Eu não sabia pra onde olhar, porque fiquei com medo que as pessoas notassem. Tentei disfarçar, tentei esconder, tentei até fugir. Mas eu fiquei calada. Não. Não era paixão. Era violência sexual.
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