Eu me apaixonei por um belo
rapaz. Ele não se apaixonou por mim. Mas eu sou meio perturbada e me perguntei
algumas vezes: por que não eu? Sou tão incrível. Bem, ele não acha. Um dia,
surtada das ideias, eu fui fazer uma investigação sobre as mulheres com quem
ele sai. Se você que está lendo é uma mulher, não me pergunte como eu sei. Você
sabe como eu sei.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Cíclico.
Roteiro de novela mexicana: Maria
se apaixonou por Zé, que era Gay e se apaixonou por João, que era livre e tava
comendo todo mundo, que estava mudando e estava virando um mundo de grandes
amores, como Maria queria. Ciro, que também vivia nesse mundo, que também se
apaixonou por Zé’s, que também era livre, que também estava comendo todo mundo,
não se apaixonou por Maria. Mas, se apaixonou pela sensação de tê-la apaixonada
por ele. Pronto. Está feito e desfeito o nosso enredo, porque Maria, ainda
tinha que descobrir o que queria, sem ser o Zé.
domingo, 13 de janeiro de 2013
Sonhar Mais Um Sonho Possível.
“Não
me irrite, por favor. Não gosto de drama. Sua mãe? O que tem sua mãe? Você
deixa tudo pela metade. Ninguém te respeita. Você não tem nada. Ninguém queria
você lá. Se não fosse eu, você não estaria lá”.
-
Ufa. Acordei. Sabe aqueles sonhos que você sente que está caindo, mas sempre
acorda antes de cair e nunca sabe como acabou a queda? Se dava em mar, em chão,
em nuvem. Esse foi diferente. Foram dias caindo e eu sei como acabou.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
A Evolução Do Que Chamam Amor.
Em algumas
rodas, tenta-se avaliar amor entre homens e mulheres, homens e homens, mulheres
e mulheres, como se fosse algo explicável, compreensível, metódico, organizado.
Dão sintomas, características, estatísticas, dados. Dizem que é muita coisa.
Dizem que de repente. Dizem que é uma junção. Dizem que não existe. Dizem até
que dói. O que eu nunca vi, foi lógica nas vastas teorias.
sábado, 15 de dezembro de 2012
O Último.
Não se
afobe, é tudo fingimento, sempre foi. Desde aquela ida ridícula ao café, com
filme romântico / político e beijo na porta de casa com as mãos nas suas
costas, devagar, como se beijasse uma estrela. Você até esqueceu que ele
confundiu você com outra pessoa. Não era paixão. Daí ele sumiu.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Do Feminismo ao Extremismo.
Me
chamo Judite. Na verdade, não. Mas tenho preferido esconder meu verdadeiro
nome, minha identidade, meus sonhos e meus desejos. Moro só, trabalho, estudo,
me divirto e aos 30 anos, circulando pessoas super inteligentes, descoladas, eu
não posso falar das minhas preferências sexuais.
domingo, 2 de dezembro de 2012
A Revolução do Golfe.
Antes de começarmos a contar este
conto, é preciso avisar uma coisa muito importante, que pode (e deve) mudar a
sua leitura: isto não é um texto, é um sonho. E como tal, não é compreensível
para quem perdeu o dom que é sonhar. Mais um detalhe: mesmo que você acorde,
ele já foi escrito. Não esse. Todos eles.
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