sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Do Feminismo ao Extremismo.


 
Me chamo Judite. Na verdade, não. Mas tenho preferido esconder meu verdadeiro nome, minha identidade, meus sonhos e meus desejos. Moro só, trabalho, estudo, me divirto e aos 30 anos, circulando pessoas super inteligentes, descoladas, eu não posso falar das minhas preferências sexuais.
             

domingo, 2 de dezembro de 2012

A Revolução do Golfe.


Antes de começarmos a contar este conto, é preciso avisar uma coisa muito importante, que pode (e deve) mudar a sua leitura: isto não é um texto, é um sonho. E como tal, não é compreensível para quem perdeu o dom que é sonhar. Mais um detalhe: mesmo que você acorde, ele já foi escrito. Não esse. Todos eles.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

. (ponto)


Encontrei uma mulher sentada na tampa de uma fossa, fumando cigarro filtro vermelho, meio bêbada, meio surda, toda louca. Fui conversar com ela...

sábado, 10 de novembro de 2012

Acabou Sorrire.


Eu passei o dia falando e pensando em trabalho. O dia trabalhando. Escrevendo, editando, divulgando. Reclamando. De novo. Muito. Mais uma vez. Ganhei tecidos pra levar na costureira e pedir pra ela fazer blusas de botão. Daquelas "de trabalhar". De trabalhar. Especificamente. Tipo, professora.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Até parece.

Me deram várias possibilidades pra ele sempre me deixar esperando. Mas a mais lógica, tira toda e qualquer responsabilidade dele: eu faço ou não a opção de esperar. 



sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Mar.

Quando eu tinha 10 anos, eu queria ser professora. As crianças onde eu morava, não curtiam muito a ideia de ir todos os dias na escola e eu achava o máximo saber de coisas que eles não sabiam. Hoje, eu entendo que eu não era melhor que eles em nada, porque eles sabiam de coisas que eu não sabia e eu nunca me importei em perguntar. Tive que aprender na prática. Tive que sentir a dor.

terça-feira, 17 de julho de 2012

"O amor é filme".


Assisti a um filme nacional ontem. 'Não por acaso'. Na verdade, passei o olho, porque tava aqui, falando com um monte de gente. Por ser um filme de amor, me motivei a ver, mas, por ser só um filme, fui desistindo. A gente tende a desistir do amor, quando ele não movimenta, não estimula.
A primeira transa do casal protagonista (Rodrigo Santoro e Letícia Sabatella), se deu numa cena muito bonita, com uma fotografia bonita, uma trilha sonora bonita. Mas, foi só acabar a cena, eu distrai de novo. A gente tende a distrair quando a música acaba. Não só nos filmes.
Alguns, vendo aquela mesma cena, chamaram-na de primeira noite de amor e não de primeira transa. Vai entender, não é.
Só que daí, ela acordou na casa ele. Com a blusa dele. Usou o banheiro dele. Deu de cara com "as coisas dele". Por que ele as tiraria das vistas, não é? Ela, por sua vez, só pediu um café. Ele não deu atenção. Ela pediu de novo. Ele não deu atenção, de novo. Ela foi embora. Sem gritar, sem deixar bilhetinhos de despedida. Sem nem se despedir. Daí, ele se deu conta de que faltava o café, foi na porta dela e deixou uma garrafa. A essas alturas, eu já tava grudada no filme. Só que ele acabou. Ela se serviu do café, sentou perto da janela, sorriu, tomou um gole e o filme acabou. Simples assim.
Amor de filme ou de vida real tem algo bem parecido: vai acabar. E daí, a gente vai acabar se distraindo de novo, como quando acaba a música.